22 de abril de 2016

#123: O Franco Tirador

Ele não se considera bonito. Um pouco musculado, talvez. Com um sorriso encantador e, isso sim, muito charme. Prefere considerar-se um homem interessante. 

E, para alegria de uma qualquer mulher carente de afecto e atenção, é bom ouvinte. 

Todas as horas que passam com ele parecem eternamente longas. O que é muito bom. Claro que não são passadas apenas a conversar. Elas sempre acabam por querer mais. E ele não se faz de rogado. Dá-lhes tudo o que tem. 

No final, todas elas se sentem novamente mulheres desejadas, alegres, com vontade de viver, ansiosas de voltar a descobrir o amor nos braços de outro homem. A única condição é que não seja ele esse homem. 

Muitas bem o tentaram mas, era contra os seus princípio, comprometer-se. Ele era o homem de todas as mulheres. Seria incapaz de ser de apenas de uma. 

Mesmo assim, elas adoram-no. E nunca o esquecem. Ele é, simplesmente, inesquecível. Isso dizem elas dele. Dizem que ele tem algo que as transforma. Algo que lhes rouba a angustia da separação. 

Ele tem o dom de transformar a dor em alegria. Um tipo raro de homem capaz de ressuscitar uma mulher abalada pela dor e pela tristeza. 

Os seus amigos mais chegados, em tom de brincadeira, chamam-lhe carinhosamente o franco-tirador, um homem ao serviços das mulheres sofredoras.


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