Sempre foste bom a julgar-me. A controlar-me. A dizer o que tinha que fazer. Os passos que tinha que dar. A ser o que tu querias que eu fosse. Adoras questionar as minhas decisões. Tentas impor-te.
Julgavas que podias ser o meu dono? A sério? A primeira vez perdoamos. A segunda já não esquecemos.
Noutros tempos talvez tenha resultado. Agora as coisas mudaram. Simplesmente já não me interessa a tua opinião. Nem as tuas vontades. Aprendi a conhecer-te. Demasiado superficial me pareces. Vazio. Podes gastar o teu latim comigo. Estarei mais interessada em outras coisas.
De certeza que queres dizer-me o que tenho que fazer? Julgar o que fiz? Não
creio que tenhas esse direito.
Sempre te refugiaste nessa tua imagem de pessoa de bem. Sempre evitando julgar-te a ti mesmo. A verdade acerca de ti sempre escondida.
A sério que te julgas melhor que os restantes? Não te cansas de ser assim? Sempre o mesmo merdas de pseudo-intelectual?
Não és o centro do mundo de ninguém. Se o foste deixaste de o ser. Agora tenho o meu próprio brilho. O meu próprio centro sou eu.
Não gostas do que vês? Detestas o que tens? Por onde entraste poderás sair. Ou então fica e vive a mesma miséria emocional que criaste em mim.
Como serás quando te olhes ao espelho? Gostarás do que vês? Imaginas a emoção que se vive ao ver-se no espelho essa pessoa enganada? Aguentarás esse vazio? Conseguirás aguentar essa dor asfixiante? Tu tens o que ganhaste.
Não serei tão cruel como tu mas... alegrar-me-ei quando te ouvir chorar pelas noites. Se é que tens essa capacidade. E não... não sentirei remorsos tal como tu não os sentiste.
Não me alegro do que te fiz. Ao contrário de ti. O meu foi uma agradável tarde. O teu foram meses a fio. Nisso ganhaste-me. Mas para ti será mais doloroso. Eu aguentei calada. Mas o teu ego não poderá suportar a dor. Eu descobri a tua traição sozinha. Se não descobrires a minha sozinho... tem calma, arranjarei maneira de o saberes...
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