15 de março de 2013

#48: A Descoberta

Estava a ser uma noite espectacular.

Ela já não se lembrava da última vez que se tinha divertido daquela maneira. Mas tinha a certeza que tinha sido antes de se casar com Marcos. A partir desse dia a sua vida mudou. Deixou de sair com as suas amigas. Deixou de ir à discoteca. Tudo por amor. E porque o marido era bastante controlador.

Mas naquela noite ele não podia fazer nada. Era a festa de despedida de solteira da sua irmã. Marcos, para agradar à cunhada, acedeu a que Elsa as acompanhasse. E teve que prometer que não apareceria de surpresa na discoteca. O que era difícil. Elsa propôs a mudança da festa para outra discoteca. Conhecia bem o que tinha em casa.

Todas elas eram amigas de longa data. Mas havia uma que lhe chamava à atenção. Já não a via há muitos anos. E parecia não tirar os olhos dela. Aquele olhar incomodava-a.

A meio da noite, fez sinal à irmã e foi à casa de banho. Necessitava refrescar-se.

Entrou e abriu a torneira. Colocou as mãos em concha e mergulhou a cara. Soube bem sentir a frescura da água. Repetiu novamente. Deixou a cara descansar nas mãos até desaparecer a água.

De repente alguém lhe acariciou as pernas. Surpreendida, levantou a cabeça e olhou pelo espelho. Era a sua amiga. Aquela que já não via há anos.

Pensou em reagir mas, naquele instante, a outra agarrou-a pela cintura e rodou-a para si. Ficaram cara a cara. Ela beijou-a e Elsa não teve reacção.

Quando terminou aquele fogoso beijo, a outra olhou-a nos olhos. Elsa sentiu que algo mais estava para acontecer. Foi então que sentiu duas mãos a subir-lhe a saia. Elsa estremeceu.

Aquelas mãos pararam nas suas cuequinhas. Elsa via aquele olhar de desejo. E os dedos da amiga estavam decididos a ir mais longe. Elsa não reagia. Não sabia se fugir ou se ficar ali. Estava com medo. Mas algo lhe dizia para não se ir embora. Aproveitando a falta de reacção, a sua amiga começou a acariciá-la. Com delicadeza. Elsa sentia-se perdida. Apetecia-lhe sair dali. Mas não queria estragar a festa à sua irmã.

As carícias foram aumentando e Elsa começava a sentir todas aquelas sensações maravilhosas que costumava sentir quando se masturbava às escondidas de Marcos. Começava a sentir um calor no baixo ventre. Decidiu fechar os olhos e deixou-se levar.

Cada vez sentia mais calor. Elsa reconhecia essa sensação. Estava excitada. Mas aquilo fazia-lhe confusão. Ela não era lésbica. Nunca sentiu atracção física por nenhuma mulher. Mas aquela sabia o que fazia. E fazia-o muito bem. Elsa sentia-se bem. E ao mesmo tempo incomodada com tudo aquilo. Mas sentia-se muito bem. E sem se dar conta, abriu ainda mais as pernas. Para que aquela maravilhosa mão pudesse dar-lhe ainda mais prazer.

Ela não sabia o que fazer. A sua cabeça pedia-lhe que fugisse dali. O corpo não correspondia e começava a mover-se em pequenos movimentos. Ela sentia as suas cuequinhas molhadas com os seus fluídos corporais. Já não tinha o controlo sobre o seu corpo. Pensava parar aquilo mas o seu corpo teimava em demonstrar-lhe que estava a gostar. Ela estava horrorizada por se deixar masturbar por outra mulher. Mas queria ir até ao fim. Queria atingir um orgasmo.

Ela abriu os olhos. Viu como a amiga estava a desfrutar daquele momento. Tinha os lábios húmidos e notavam-se os mamilos erectos debaixo da blusa. Ela sorriu-lhe e Elsa deixou-se levar. Já nada lhe importava. Apenas queria atingir o orgasmo. Queria mais.

Afastou a amiga e despiu as cuequinhas vermelhas rendadas. A amiga ficou surpreendida. Sorriu. Elsa agarrou-a pela mão e esconderam-se. A porta da casa de banho trancou-se por dentro. Ali ninguém as incomodaria.

Elsa encostou-se à parede e abriu as pernas. Era o convite para que a sua amiga continuasse aquele jogo.

Ela beijou-a e Elsa correspondeu. O peito de Elsa começou a subir e a baixar à medida que a amiga lhe abria a blusa. Quando chegou ao último botão, ela abriu-lhe a blusa e soltou-lhe o soutien. De imediato começou a acariciar-lhe um dos seios.

A amiga beijou-a no pescoço, abaixo do lóbulo da orelha. Elsa sentiu um arrepio. Carla baixou a cabeça e, abrindo ligeiramente a boca, começou a lamber-lhe aquele mamilo que a sua mão tinha tornado duro. Elsa sentia a boca húmida da sua amiga no seu seio e a sua língua brincando com o mamilo.

Elsa começou a sentir outra vez o calor do prazer. Começou a sentir o prazer invadir-lhe novamente o corpo. Carla continuou a dar atenção aos seios da amiga. Mas a outra mão começou a acariciar a coxa de Elsa. Rapidamente chegou ao lugar onde tinha estado antes. E começou a acariciá-la. Com movimentos suaves. Muito suaves. E começou a introduzir os dedos dentro da amiga. Elsa sentiu-os dentro de si e deu-se à amiga.

Carla levantou a cabeça e beijou-a. E ela permitiu que a sua língua invadisse a sua boca. As duas línguas tocaram-se. Mais abaixo, a mão de Carla aumentava a intensidade dos movimentos. E o corpo de Elsa respondia.

A língua de Carla explorava a boca de Elsa mas esta já não se conseguia concentrar no beijo. O seu corpo começava a mover-se cada vez mais. E a mão começou a acariciá-la de maneira mais ousada. Os dedos começaram a fazer movimentos circulares. Tal como ela fazia quando se masturbava.

Elsa decidiu ir mais longe e rapidamente abriu-lhe a blusa e sentiu aqueles peitos duros. E os mamilos erectos. Elsa não queria acreditar. Estava numa casa de banho de uma discoteca a ser masturbada pela sua amiga. Aquela amiga que já não via há anos. E estava a gostar. Estava a ter prazer. Um prazer como nunca havia sentido antes. Nem mesmo quando fazia amor com Marcos. Um prazer mais forte.

O seu corpo não parava. Queria mais. As duas bocas não se largavam. As duas línguas brincavam dentro da sua boca. Elsa soltou um gemido. Carla aumentou ainda mais a intensidade das carícias. Elsa sentiu os dedos da amiga dentro de si e apertou ligeiramente as pernas.

Ela sentia que o orgasmo se aproximava. Tinha uma respiração cada vez mais ofegante. Desejava aquele orgasmo. Expulsou a língua da amiga e mordeu o lábio inferior para encerrar o gemido de prazer que queria sair do seu interior. Mas quando chegou o momento não foi capaz de o controlar. Era mais forte que ela. Nunca tinha sentido uma sensação tão forte. Nunca.

Quando abriu os olhos viu como Carla se deliciava com o prazer que lhe tinha proporcionado. Os seus dedos ainda a acariciavam. Mas a um ritmo mais lento. Até que pararam.

A amiga agarrou num pedaço de papel higiénico e limpou os dedos. Depois abotoou a blusa e beijou-a. Abriu a porta e desapareceu. Elsa trancou novamente a porta e sentou-se na tampa da sanita. As suas pernas ainda tremiam. Pegou em papel higiénico e limpou-se. Vestiu as cuequinhas e compôs a roupa. Sentou-se novamente. Para se recuperar.

Quando saiu, dirigiu-se a um lavatório. Abriu a torneira. Colocou as mãos em concha e mergulhou a cara. Soube bem sentir a frescura da água. Repetiu novamente e deixou a cara descansar nas mãos até desaparecer a água.

Copyright © 2013 Pedro Toscano

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