Anabela estava sentada no sofá. A sua roupa jazia espalhada pelo chão da sala. Sentia-se irremediavelmente perdida. Já não sabia o que pensar. Nem imaginava o que teria que fazer.
Bebeu o último gole de vinho. O copo ficou vazio. Por beber tão sofregamente, umas quantas gotas de vinho caíram do copo e escorreram pelo seu corpo. O seu soutien branco ficou de imediato manchado. Não se preocupou com isso. Era um mal menor. Pousou o copo na pequena mesa com tampo de vidro. Ao lado da garrafa. Olhou-a. Ainda tinha vinho para mais um copo.
Com muita dificuldade, agarrou na garrafa e despejou o que restava de vinho dentro do copo. A garrafa ficou caída na felpuda carpete vermelha.
Agarrando no copo, recostou-se no sofá.
Não sabia muito bem onde se tinha perdido. Quando aceitou o convite do seu chefe para aquele jantar de negócios? Ou, durante o jantar, quando permitiu que ele lhe colocasse a mão na perna? Talvez quando se deu conta que tinha bebido demasiado e aceitou que ele a levasse para o seu quarto? A sua mente estava bastante confusa.
Se calhar tinha sido melhor opção nunca ter contado nada ao marido. Ou será que foi uma decisão acertada? Já tinha dado mais de mil voltas à cabeça e não conseguia encontrar uma solução para o seu problema.
Mas qual dos seus problemas era o mais importante? Ou qual era o mais grave? Ter dormido com o seu chefe e ter posto os cornos ao seu marido? Ter ficado sem emprego por não ser capaz de o encarar e sentir nojo pelo que fez? Ou ter contado ao marido e este ter saído de casa com os filhos? Ter-se refugiado em casa e começado a beber? Demasiadas perguntas e nenhuma resposta.
A única coisa que tinha a certeza era que necessitava beber mais. A garrafa jazia vazia no chão. Não se sentia com forças para ir à cozinha buscar mais. Olhou para o móvel da televisão. Viu uma garrafa cheia.
Talvez o whisky lhe desse as respostas que necessitava.
Com muita dificuldade, agarrou na garrafa e despejou o que restava de vinho dentro do copo. A garrafa ficou caída na felpuda carpete vermelha.
Agarrando no copo, recostou-se no sofá.
Não sabia muito bem onde se tinha perdido. Quando aceitou o convite do seu chefe para aquele jantar de negócios? Ou, durante o jantar, quando permitiu que ele lhe colocasse a mão na perna? Talvez quando se deu conta que tinha bebido demasiado e aceitou que ele a levasse para o seu quarto? A sua mente estava bastante confusa.
Se calhar tinha sido melhor opção nunca ter contado nada ao marido. Ou será que foi uma decisão acertada? Já tinha dado mais de mil voltas à cabeça e não conseguia encontrar uma solução para o seu problema.
Mas qual dos seus problemas era o mais importante? Ou qual era o mais grave? Ter dormido com o seu chefe e ter posto os cornos ao seu marido? Ter ficado sem emprego por não ser capaz de o encarar e sentir nojo pelo que fez? Ou ter contado ao marido e este ter saído de casa com os filhos? Ter-se refugiado em casa e começado a beber? Demasiadas perguntas e nenhuma resposta.
A única coisa que tinha a certeza era que necessitava beber mais. A garrafa jazia vazia no chão. Não se sentia com forças para ir à cozinha buscar mais. Olhou para o móvel da televisão. Viu uma garrafa cheia.
Talvez o whisky lhe desse as respostas que necessitava.
Copyright © 2013 Pedro Toscano
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