Estava justamente a olhar para o relógio, quando a campainha fez questão de me avisar que alguém estava à porta.
Levantei-me do sofá e fui abrir a porta. Era a Raquel. A bonita e sensual vizinha do sexto andar.
Conhecia-a quando me mudei para o prédio. Ao princípio não falávamos. Depois travámos conhecimento no elevador. A partir daí comecei a pensar nela. E comecei a pensar numa maneira de a trazer cá a casa. Ela era a mulher perfeita. E sendo solteira facilitava muito mais as coisas. Sem ataduras, notava-se que era uma mulher independente e que sabia muito bem o que queria da vida.
Deixei-a entrar e fechei a porta. Dei-lhe um beijo na face e ela correspondeu com outro. E uma palmadinha no meu traseiro. Ia ser uma tarde magnífica.
Ela caminhou à minha frente, pelo corredor, até chegarmos à sala de estar. Sem nunca ter estado em minha casa, ela parecia conhecê-la na perfeição e avançava com decisão. Seguindo atrás dela, não podia parar de olhar como se movia. E tinha um traseiro maravilhoso. A minha mente perversa já estava a imaginar aquele corpo liberto de roupa.
Chegados à sala, despiu o casaco e atirou-o para cima do sofá. Depois foi abrir as cortinas da janela.
“Gosto de ter muita luz. Não me sinto confortável em ambientes com pouca luz!”, disse-me ela.
Limitei-me a sorrir. Normalmente, as cortinas estavam sempre abertas. Mas tinha pensado num ambiente mais íntimo. Enganei-me.
“Tens vinho? … para ajudar a relaxar … sabes? Sinto-me um pouco nervosa”, disse ela sorrindo.
Fui à cozinha e voltei com uma garrafa e dois copos. Enchi primeiro o dela. E depois o meu. Pousei a garrafa e fizemos um brinde. Eu bebi um pouco. Ela bebeu tudo de um só gole. Não quis ficar atrás e acabei com o que restava no copo.
“Ficamos aqui?”, perguntou ela. “Adoro o ambiente acolhedor da tua sala.”, acrescentou ela sem me dar tempo para responder. Limitei-me a acenar com a cabeça e a sorrir.
Ela estava no centro da sala. Olhou em redor e depois fitou-me. Aquele olhar dizia tudo. Ela parecia não querer perder tempo. E eu também. Eu estava ansioso mas não a queria forçar. Tinha a intenção de a deixar tomar a iniciativa. E ela correspondeu.
Os meus olhos não se desviavam nem um milímetro daquela mulher. Era extremamente bela.
Sentada no sofá, descalçou as botas negras de cano alto. Depois levantou-se e começou a abrir, um a um, lentamente, os botões da camisa. Aos poucos, aquele delicioso corpo ia ficando à vista. Os meus olhos deliciavam-se. Tirou a camisa e deixou à vista o soutien negro. Eu estava absolutamente fascinado com ela. Aquele magnifico corpo e a maneira como se despojava da roupa excitavam-me. Ela sorria. Eu sentei-me no sofá mais pequeno para poder desfrutar daquele momento. E porque uma parte do meu corpo começava a dar sinal de si. Não podia evitar. Ela sabia que me estava a provocar. E eu estava a gostar.
Depois, muito lentamente abriu o fecho das calças. Ia libertar-se daquelas calças justinhas. O meu coração batia mais depressa. Tive que cruzar as pernas, para disfarçar. Quando finalmente se libertou das calças, vi que tudo aquilo era verdadeiro. Não havia gorduras supérfluas, nem estrias, nem celulite. Eu já estava acelerado. Queria começar o mais rápido possível. Mas não queria estragar aquela improvisação. Ela estava a fazer aquele pequeno show com prazer. Já tinha estado com muitas mulheres e sabia quando uma mulher está a ter prazer ou a fingir. Ela estava a ter prazer.
Sentia-me o homem mais afortunado do mundo. Tinha feito uma excelente escolha.
Se o meu corpo já estava acelerado, ainda ficou mais quando ela atirou o soutien para cima das minhas pernas. Ela tinha os seios pequeninos. Mas redondinhos e perfeitos. Um sinal no seio esquerdo dava-lhe um ar mais sexy.
Eu cruzava e voltava a cruzar as pernas. Já não sabia o que fazer para controlar o meu corpo. Simplesmente estava no céu. Imaginava-me em algo mais selvagem com ela. Achei boa ideia beber outro copo de vinho. Enchi o meu copo. Ela também quis. E reparei naquele olhar dela. Fulminava.
Ela pousou o copo. Deu um pequeno passeio pela sala. Não a segui com o olhar. Tinha que distrair-me com outra coisa qualquer. Ou pelo menos tentar. Acabei de beber e pousei o copo. Ela já estava outra vez a meu lado.
Quando a sua mão tocou na minha, eu estremeci. Ela agarrou-me na mão e puxou-me até ao sofá. Eu tremia. De emoção, claro! E seguia-a sem oferecer a mínima resistência.
Chegados ao sofá, largou-me a mão e sentou-se. Pensou um pouco e acabou por se deitar. Levantou um pouco a cintura e despiu a última peça de roupa. Colocou-se cómoda no sofá e lançou-me um sorriso.
Aquele sorriso atrevido queria dizer «Não percas tempo. Estou pronta.»
Olhei para ela. Respirei fundo. Despi o casaco. Avancei na direcção do sofá e ajoelhei-me. Ia começar a sessão fotográfica.
Copyright © 2013 Pedro Toscano
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