Ouço alguém a bater à porta. Batem suavemente. Olho para o relógio. É ela. Só pode ser ela.
Levanto-me do sofá e vou abrir a porta. Não havia dúvida. Era a Eduarda. A belíssima Eduarda.
Ela entra e eu fecho a porta. Indico-lhe o sofá ao fundo da sala. Ela senta-se e eu vou à cozinha preparar dois cafés. Quando volto ela estava atenta ao filme que eu estava a ver.
“Nunca te cansas de ver este tipo de filmes?”, perguntou-me ela.
Solto um sorriso tímido e respondo-lhe que não. Apesar do meu estilo de vida, adoro ver aquele tipo de filmes. Já me está no sangue.
As duas chávenas de café esperavam na pequena mesa. Como só tinha um pequeno sofá de dois lugares, sentei-me a seu lado. E não pude deixar de reparar nas suas belas pernas. E no seu bonito vestido cor de laranja. Tinha ido ao cabeleireiro. Ela adorava andar sempre bem apresentada.
Estar ali sentado ao lado dela começou a provocar um súbito calor corporal em mim. Bebi o café de uma só vez e levantei-me para ir levar a chávena à cozinha. Ela também bebeu o seu rapidamente. Recolhi as duas chávenas e levei-as. Ela ficou sentada no sofá.
Quando regressei, ela apagou o DVD e a televisão. Nem tive tempo de reagir. Quando me dei conta, já estávamos deitados no chão, enrolados um no outro. As nossa línguas trocavam carícias e as mãos exploravam os corpos. Depois rebolámos e trocámos de posição. Ela por cima. Eu por baixo. Carícias. Beijos.
O vestido já lhe tinha subido até à cintura. Ela ergueu-se e desapertou o fino cinto que lhe apertava o vestido à cintura. Depois cruzou os braços e despiu o vestido. Eu, deitado debaixo dela, pude contemplar o seu corpo. Eduarda não perdeu tempo e desapertou o soutien. Tinha uns seios bem definidos. Não eram grandes. E eram encantadores.
Em poucos minutos já estávamos deitados na minha cama. Dando asas ao desejo e satisfazendo as nossas fantasias mais íntimas. Os nossos corpos suados entrelaçavam-se. Os seus gemidos de prazer misturavam-se com os ruídos da minha velha cama.
Foi quando acordei. Sobressaltado. Estava todo suado. Olhei para o relógio. Apesar do quarto estar às escuras, vi que eram as cinco e meia da manhã. Tinha sido um sonho. Com uma mulher real. A Eduarda é muito real. Vejo-a todos os dias na aldeia.
Decido que é melhor levantar-me. Vou à cozinha e bebo dois copos de água. Seguidos. Para me refrescar. E para limpar o corpo.
Em seguida vou limpar a alma. No canto da sala, tenho um pequeno altar. Ajoelho-me diante dele e rezo. Reconheço perante Deus os meus pecados … e peço perdão por desejar esta mulher. Este tipo de sentimentos e pensamentos não são puros. Não são correctos. Eduarda está casada com outro homem. Não a posso desejar.
Sei que sou jovem e tenho a vida inteira pela frente. E sei que não me posso esquecer da vocação que decidi seguir. Sou padre ...
Copyright © 2013 Pedro Toscano
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