Subi as escadas em lanços de três degraus. Não me apetecia esperar pelo elevador. Quando cheguei ao segundo andar, abrandei um pouco o ritmo. Não me podia cansar. Algo muito importante esperava por mim.Bati levemente à porta e ela abriu-se devagarinho.
“Sou eu.”, anunciei em voz baixa.
“Entra!”, responderam do interior do quarto.
Olhei uma última vez para ambos os lados. Não havia mais ninguém no corredor. Entrei e fechei a porta. Não reparei na cor das paredes. Nem se havia tapetes. Nem a cor das cortinas me importava. Nada era mais importante que ela. E ela ali estava. Deitada sobre a cama, apenas tapada com o lençol. Tinha uma das pernas à mostra. Uma coxa bem torneada e bronzeada. Recebeu-me com um sorriso.
Fui despindo a camisa. Atirei os sapatos em diferentes direcções. E antes de me enfiar debaixo do lençol, deixei cair as calças no chão.
Nada mais interessava. Estávamos os dois. Deitados naquela cama. Num quarto de hotel. Longe de olhares indiscretos e inquisidores. Livres para dar asas aos nossos desejos.
Os centímetros entre os nossos corpos foram-se reduzindo a nada. A nossa respiração era cada vez mais forte. Sabíamos o que íamos fazer. Ambos o desejávamos. Nada poderia impedir a consumação da nossa paixão. Os segundos passavam muito lentamente. Os nossos olhares atraiam-se. A ansiedade aumentava. As nossas mãos tocavam-se. As nossas bocas estavam cada vez mais próximas. Os nossos corpos estavam a ponto de se unirem.
Quando os seus lábios tocaram os meus, tudo o resto deixou de ter importância. Estava eu e ela. Os dois formando uma união perfeita e desejada.
Copyright © 2013 Pedro Toscano
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