Depois de muito procurar, aquele foi o melhor sítio que encontrou. Ali estava protegido e muito dificilmente seria descoberto. Restava-lhe esperar.
Acendeu um cigarro para matar o tempo de espera. Depois olhou para o relógio. Lavava ali quase vinte minutos. Iria valer a pena esperar.
O barulho de uma porta a bater chamou-lhe à atenção. Atirou o cigarro para o chão e pisou-o apressadamente para o apagar. Agachou-se e espreitou pelo pequeno orifício. Não se via nada mas ele ouvia barulho. Duas pessoas conversavam. Uma delas era a mulher que ele queria. Já lhe conhecia a voz. A outra voz era desconhecida. Pertencia a outra mulher.
Ao fim de alguns segundos conseguiu finalmente ver as duas mulheres.
Tentando não fazer barulho, moveu-se um pouco. Aquela anterior posição não era muito cómoda. Colocou-se de joelhos. Espreitou novamente. Agora sim. Conseguia ver melhor e estava mais confortável.
As duas mulheres estavam abraçadas. Conseguia ouvir o que diziam mas não lhe interessava a conversa. A loura trazia um vestido negro bem ajustado às suas curvas. Era uma mulher muito bela. «Boa dos pés à cabeça», pensou ele. A outra não lhe ficava atrás. Mas ele estava mais interessado na loura.
Foi então que as duas se começaram a beijar. As bocas uniram-se e as mãos começaram a acariciar os corpos. As coisas começavam a aquecer. Lentamente, a loura de vestido negro, começou a abrir a camisa da amiga. Botão a botão. Muito lentamente. A morena acariciava as nádegas da amiga. Levantou-lhe o vestido até à cintura. Ele fixou-se nas cuequinhas fio-dental vermelhas que ela vestia.
Esfregou os olhos. Estar tanto tempo a espreitar por aquele orifício cansava-lhe a vista. Mas ia valer a pena.
A morena já tinha despido a camisa. Não trazia soutien e mostrava os seus volumosos seios. De seguida começou a despir as calças. Muito lentamente. A loura tinha-se afastado uns dois ou três passos para poder apreciar melhor a sua amiga.
Ele sorriu e agradeceu aquela oportunidade. Afinal de contas não era todos os dias que se conseguia apreciar duas belas mulheres preparando-se para algo tão excitante. Aquela visão estava a alterar-lhe o corpo e a previsão do que estava para acontecer excitava-o ainda mais. Queria chegar até ao fim. Tinha que ver tudo.
Quando se libertou dos seus pensamentos, as duas mulheres já estavam completamente nuas. Estavam deitadas trocando carícias e beijos apaixonados.
«Tem calma! Tem calma!», pensava ele.
As carícias aumentavam de intensidade e a respiração dele estava cada vez mais acelerada. Ele tentava controlar-se. Mas era difícil.
A morena estava debruçada sobre a amiga. A sua boca beijava os seios da amiga. A sua língua deslizava pela barriga. Detém-se por uns instantes no umbigo. A loura contorcia-se de prazer. Ele via como ela mordia os lábios. Aquilo era prazer em estado puro.
Ele fazia um esforço tremendo para controlar a respiração. Mas o corpo não lhe obedecia.
A língua da morena explorava agora o sexo da amiga. E esta estava cada vez mais descontrolada. Sucumbia ao prazer. Já não aguentava mais. Ele via como as mãos da loura puxavam os negros cabelos da amiga. E esta continuavam a deliciar a sua amiga. A loura estava a ponto de explodir de prazer.
E ele também.
Quando finalmente a loura atingiu o êxtase, ele também chegou ao fim. Estava satisfeito. Era hora de sair dali. Já tinha tirado bastantes fotografias para mostrar ao seu cliente. Não havia dúvidas … a loura era infiel ao seu marido!
Copyright © 2013 Pedro Toscano
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