Andava cansado. Física e mentalmente esgotado. Não se conseguia centrar em nada. E essa situação já se andava a arrastar há alguns meses. Há demasiado tempo.
Já não se lembrava da última vez que se tinha divertido. O trabalho tinha-se tornado monótono. Já não gostava do que fazia, embora tivesse o trabalho com que sempre sonhou. Já nem saía com os seus amigos. Amigos de infância inclusive. Amigos com quem saía todos os sábados. Amigos com quem tinha tomado centenas de cervejas. Amigos com quem tinha compartido dezenas de bebedeiras. Apenas falava com eles. E apenas durante o horário de trabalho.
Já não se lembrava da última vez que se tinha divertido. O trabalho tinha-se tornado monótono. Já não gostava do que fazia, embora tivesse o trabalho com que sempre sonhou. Já nem saía com os seus amigos. Amigos de infância inclusive. Amigos com quem saía todos os sábados. Amigos com quem tinha tomado centenas de cervejas. Amigos com quem tinha compartido dezenas de bebedeiras. Apenas falava com eles. E apenas durante o horário de trabalho.
Era uma pessoa muito sociável e que nunca teve problemas em fazer novas amizades. Em ambos os sexos! Não sendo mulherengo … tinha algo que atraía às mulheres. Era divertido e em menos de cinco minutos de conversa punha toda a gente a rir. Era uma pessoa confiante.
E já nem às dezenas de mensagens que recebia por dia, respondia. Também já estava cansado das mensagens com convites para festas. E das mensagens com piropos que lhe mandavam as suas amigas.
Andava cansado. E isso notava-se. Até em casa!
Quando entrou no autocarro, escolheu, como sempre, um lugar à janela. E nas primeiras filas. Aproveitava sempre o trajecto até ao trabalho para dar uma vista de olhos nas letras gordas do jornal. Comprava sempre o jornal no quiosque junto à paragem de autocarro. Era um cliente antigo. Depois, lia o resto em casa, se tivesse paciência, ou, se não lhe desse o sono.
Na paragem seguinte, sentou-se, uma senhora de idade, ao seu lado. Para não a incomodar, dobrou o jornal e guardou-o na sua pasta castanha de pele. A pasta que lhe ofereceu a sua esposa pelo aniversário.
O telemóvel estava a vibrar. Agora andava sempre com o telemóvel em modo de vibração. O chefe já lhe tinha chamado à atenção durante uma reunião. Agarrou no telemóvel. Era uma mensagem. Já tinha outra três sem ler. Olhou pela janela. Faltavam duas paragens para chegar a casa. E ameaçava chuva!
Leu a primeira. Uma anedota de um dos colegas. Mensagem eliminada! Leu a segunda. Uma mensagem de aviso do banco. A sua mulher tinha ido fazer compras e tinha utilizado o cartão de crédito. Olhou para o relógio. Às nove e um quarto da manhã já andava nas compras. Mensagem eliminada! Abriu a terceira e não podia acreditar no que estava a ver. Olhou de lado a ver se a sua companheira de assento ou alguma das pessoas que ia de pé se tinha apercebido. Virou o telemóvel ao contrário escondendo-o com as mãos. Não podia acreditar. Já tinha recebido mensagens atrevidas. Mas nunca nenhuma como esta.
Agarrou novamente no telemóvel. Verificou o número. Não reconhecia aquele número e muito menos o nome. A mensagem era de uma tal Marta. Nenhuma das suas amigas se chamava Marta. E eram poucas as que tinham o seu número. Sempre dava o outro número. Aquele era apenas para o trabalho. E das que tinham o seu número, não imaginava qual delas teria coragem de mandar uma mensagem assim. Todas elas eram casadas ou namoradas de colegas de trabalho.
Mas também podia ter sido um engano. Com a emoção, ao mandar uma mensagem destas, nada mais natural que, ao marcar o número muito depressa, uma pessoa se pode enganar num algarismo.
Com a outra mão, escondeu o visor do telemóvel. Abriu novamente a mensagem. Enviada com intenção ou por engano, decidiu apreciar melhor aquela mensagem. Pelo menos, essa alegria. E que mensagem tão maravilhosa. Hoje ia trabalhar mais alegre. Mas também com a dúvida: terá sido por engano ou intencional? E se foi intencional … quem terá sido essa criatura tão amável que decidiu partilhar consigo a sua intimidade?
Decidiu fechar a mensagem e arrumar o telemóvel no bolso do casaco. Apoiou o cotovelo no bordo da janela e contemplou a paisagem através da janela do autocarro.
Finalmente chegou à sua paragem. Olhou para o relógio. Pontual como sempre! Eram as nove e vinte. Ainda tinham dez minutos para tomar o pequeno-almoço. Depois só tinha que andar meia-dúzia de metros até chegar ao escritório. Atravessou a rua, fora da passadeira para peões, a correr. Entrou na pastelaria. Já lá estavam o baixote do Henriques da contabilidade, o maniento do Gonçalves da informática que se gabava de ter comido as melhores gajas na universidade e o totó do Mariano, um estagiário que deve ter saído de um seminário.
Decidiu meter-se com o Gonçalves. Um brutamontes com quase dois metros de altura e um caparro capaz de fazer pensar duas vezes antes de tentar alguma avaria com ele. O seu passatempo preferido, além de se gabar, era comer pastéis de nata dos mais pequeninos. Metia-os de uma só vez na boca. E no fim acompanhava com um copo de leite, morno e sem açúcar. Já várias vezes tinha visto, aquele gajo despachar dez pastéis de nata, ao pequeno-almoço!
Aproximou-me sorrateiramente. Nenhum deles o tinha visto entrar. Pegou no telemóvel, abriu a mensagem e colocou-o junto ao prato com os pastéis de nata.
O brutamontes do Gonçalves ia-se engasgando ao ver o conteúdo da mensagem.
- Foda-se! O que é isto, meu? - perguntou ele acelerado.
- Não sejas porco! Modera a linguagem. - repreendeu-o Marco agarrando no telemóvel. Guardou-o novamente no bolso.
- Se eu tivesse recebido uma dessas … de certeza absoluta que já tinha ido bater uma. - acrescentou o Gonçalves. De seguida enfiou outro pastel de nata boca a baixo.
- Ao menos tem respeito pela rapariga! - disse-lhe Marco apontando para a empregada que estava mesmo à frente deles.
Marco pediu um café e uma sandes mista. Era o seu pequeno-almoço. Há muitos meses que já não tomava o pequeno-almoço em casa.
Nos minutos que se seguiram, nenhum deles abriu a boca. Faltavam cinco minutos para as nove e meia. Quando terminaram de comer, pagaram cada um a sua conta e saíram porta fora.
Quando chegaram ao escritório, cada um dirigiu-se à sua secretária. Marco, por ser o vice-presidente da empresa tinha direito um escritório. Os restantes trabalhavam todos numa enorme sala sem divisórias.
A meio da manhã, Marco, já tinha despachado todos os assuntos importantes. Tinha chamado a Filomena, a sua secretária. Uma mulher que enchia a vista pelas suas formas corporais. Tinha que marcar uma reunião com uns clientes ingleses. E Filomena tinha que encontrar um hotel onde se pudessem alojar.
De repente abriu-se a porta e entraram o Gonçalves e o Henriques. Vinham a conversar algo entre eles. Mas pararam a conversa quando viram que ali estava a Filomena.
- Eu quando for promovido a vice-presidente desta empresa também vou pedir uma secretária como esta! - gracejou
Todos sabiam a que secretária se referia. Já todos conheciam as gracinhas do Gonçalves. Uma vez que já tinha todos os detalhes da reunião, Filomena recolheu toda a papelada e levantou-se. Chegou-se ao pé do Gonçalves. Passou os dedos pelo cabelo, passou a língua pelos seus grossos lábios pintados de vermelho e olhou-o de alto a baixo.
Marco estava expectante. Sabia que Filomena era mulher para deixar qualquer homem a ferver.
- Gostavas de meter a mão? - perguntou Filomena ao Gonçalves.
Marco recostou-se no seu cadeirão e tapou a boca com a mão. Algo vinha a caminho.
- Quando tu quiseres boneca! - respondeu rapidamente Gonçalves.
Filomena sorriu. Olhou para o chefe e depois para o Henriques. Aproximou-se um pouco mais ao Gonçalves. Agarrou-o delicadamente pela gravata e puxou-o para si.
- Então pede autorização ao chefe e utiliza a casa de banho para bateres uma! - atirou ela.
Marco não conseguiu resistir e desatou à gargalhada. Filomena saiu porta fora sem olhar para trás. O Henriques atirou-se sentou-se no sofá e não parava de rir. Marco ria-se e batia palmas. A Filomena era uma mulher extremamente atraente mas íntegra. Mas tinha sido a primeira vez que tinha respondido daquela maneira. E ainda por cima a alguém que estava acima dela na hierarquia da empresa.
O Gonçalves não sabia muito bem o que fazer. Notava-se que não sabia se havia de rir ou sair porta fora envergonhado. Depois de alguns segundos naquele impasse, optou por sentar-se na cadeira em frente à secretária do chefe. O Henriques ainda não tinha parado de rir.
- E tu? Já respondeste?
- A quem? - perguntou Marco que, de tanto rir, começou a chorar e teve que limpar as lágrimas.
- À gaja que te mandou a fotografia!
- Sei lá quem é a tipa!
- Dá-me o telemóvel!
Marco deu-lhe o telemóvel e Gonçalves, que durante alguns segundos andou às voltas para conseguir chegar à caixa de mensagens, deliciou-se a ver a fotografia. O Henriques, que entretanto se havia levantado do sofá, colocou-se atrás do Gonçalves para, também ele, se poder deliciar com aquela fotografia.
Era uma fotografia de um corpo de mulher. Vestia apenas uma lingerie vermelha rendada. E estava deitada num sofá preto de pele. Mas apenas se via corpo desde os ombros até às coxas. E tinha sido tirada pela própria.
- De certeza que não sabes quem é? - perguntou-lhe o Henriques.
Marco acenou negativamente com a cabeça e quando levantou o olhar viu como o Gonçalves escrevia algo.
- Vê lá o que fazes! É melhor não mandares nada! - disse-lhe Marco.
- Deixa-te de tretas pá! Esta gaja é boa e não podes perder a oportunidade. A que tens em casa está garantida!
O Gonçalves era um tipo que falava abertamente de todas as suas conquistas. Mas era um trintão solteirão. As mulheres cheiravam o seu estilo à distância. Por isso nunca se tinha casado. Nunca houve candidatas.
Então o telemóvel vibrou outra vez. Outra mensagem. O Gonçalves abriu a mensagem. Outra fotografia. Desta vez sem a parte de cima da lingerie mas com uma das mãos cobrindo os seios. Marco levantou-se, deu a volta à secretária e tirou-lhe o telemóvel das mãos.
- Ao menos deixa a malta ler o que ela escreveu! - pediu-lhe o Gonçalves.
- É melhor para com isto. Não quero problemas. - disse Marco.
- Qual é o teu problema? Ao menos lê o que ela te escreveu. - disse-lhe Gonçalves enquanto se levantava da cadeira, - Mas digo-te uma coisa … eu aproveitava para pular a cerca! - acrescentou saindo porta fora. O Henriques saiu logo de seguida.
Marco ainda não se tinha sentado no seu cadeirão quando o Gonçalves voltou a entrar no gabinete.
- Se não quiseres … dá-me o número dessa gaja, ok?
Marco sorriu e fez-lhe sinal para se ir embora.
O resto do dia foi passado de volta de relatórios e de telefonemas. Esteve quase uma hora ao telefone com o presidente da empresa. E a Filomena tinha conseguido reservar os quartos num hotel próximo dali.
Só se deu conta das horas quando o Gonçalves lhe bateu à porta.
- Dás-me o número da gaja ou não? - perguntou-lhe ele à porta do gabinete.
- Vai lixar a cabeça ao Henriques. Até amanhã! - despachou Marco.
O tempo foi passando. A secretária estava cheia de papéis. Alguém bateu à porta. Era a Filomena.
- Se não houver mais nada … vou andando. - informou.
Marco olhou para o seu relógio. Eram as sete da tarde.
- Podes ir Filomena. Podes ir. - disse-lhe, - E desculpa lá aquilo do Gonçalves … já sabes como ele é!
- Não se preocupe, Marco. Já estou habituada a tipos como ele. Até amanhã! - despediu-se fechando a porta atrás de si.
Meia-hora depois, decidiu que já chegava de trabalho. Arrumou a papelada. Guardou o telemóvel e o jornal na pasta castanha de pele. Vestiu o casaco e antes de sair apagou a luz. Fechou a porta. À medida que se dirigia para a porta de saída, ainda apagou algumas luzes que estavam acesas.
Confirmou que tinha todas as suas coisas. Estavam todas. Deu uma vista de olhos pelo escritório. Accionou o alarme, apagou a última luz e fechou aporta. Enquanto dava todas as voltas com a chave ouvia os beeps do alarme.
Estava cansado e isso notava-se. Meteu-se no elevador. E pensou no que seria a sua chegada a casa. Comer umas sandes, meter-se na cama e dormir. O normal de todos os dias. E escutar novamente as crises da mulher. A pobre tentava de todas as maneiras possíveis que fizessem amor. Ela andava carente. E ele andava cansado. Muito cansado.
Quando chegou à rua, no bolso das calças, o telemóvel vibrou outra vez. Outra mensagem. Desta vez era só texto. E era uma mensagem bastante atrevida. Pelo sim, pelo não, eliminou todas as mensagens daquela desconhecida chamada Marta.
O autocarro estava a chegar à paragem. Tinha que atravessar a rua a correr. Conseguiu chegar quando o motorista se preparava para fechar as portas. O autocarro ia cheio. Vinte minutos sempre de pé. Passava o dia sentado no seu cadeirão super confortável, mas nunca se cansava de estar sentado.
Andava cansado. E nem vontade tinha de fazer amor com a sua esposa. Mas aquela desconhecida teve o dom de o fazer voltar a ter vontade de fazer amor. Como seria ela? De onde o conhece? Sim, de onde o conhece? Porque, uma mensagem por engano, pode acontecer. Agora várias ao longo do dia já dá para pensar.
E isso era o que ele fazia. Pensar naquela desconhecida. E dar-se conta que ainda ontem a sua mulher lhe tinha pedido para fazerem amor. E ele, uma vez mais, lhe disse que estava cansado.
«Já não te excito?» perguntou-lhe ela, ao que ele lhe respondeu que estava muito cansado, «No sábado! Agora preciso descansar.» respondeu-lhe. E a este pensamento seguiu-se outro. De que na semana passada se tinha passado o mesmo. E que no fim de semana não aconteceu nada. Ele andava cansado. E, mal caía na cama, adormecia logo.
Mas pensar naquela desconhecida fez-lhe saltar um sorriso maroto. Isso e a mensagem que entretanto tinha chegado. Mas agora não a podia ler. Começou a imaginar o que seria. Uma mensagem de texto? Outra fotografia provocante? Uma mensagem de voz? Um pequeno vídeo? Aquilo excitava-o. E isso notava-se na erecção que estava a ter. Antes que alguém se desse conta, segurou a sua pasta castanha de pele, com as duas mãos, bem à sua frente. Assim ninguém reparava que estava super excitado. E outra mensagem que chegou.
Primeira paragem. Finalmente dois lugares mesmo a seu lado. Sem pensar duas vezes, sentou-se junto à janela. Levou a mão ao bolso e agarrou no telemóvel. Já tinha três mensagens! Escondeu o telemóvel com a palma da mão e abriu a primeira mensagem. Outra fotografia ainda mais provocante. Aquilo estava a tornar-se excitante. Abriu a segunda mensagem. Uma mensagem de texto. Aquela desconhecida e as suas mensagens excitavam-no. Esta apenas dizia «Desejo-te!». Abriu a última. Outra fotografia em lingerie provocadora. Quem seria esta mulher que o punha a arder de desejo? Fechou o telemóvel e pôs-se a pensar se seria alguma das suas amigas do clube de ténis. Havias umas quantas que eram bastante apetecíveis. Mas há já bastante tempo que não jogava. Talvez uns quatro ou cinco meses. E eram todas casadas.
Quando se deu conta, a próxima paragem era a sua. Levantou-se e saiu do autocarro. O telemóvel vibrou outra vez. Mas já estava quase à porta do seu prédio. Tirou as chaves da
pasta castanha de pele e abriu a porta de entrada. Fechou a porta e viu a mensagem que tinha chegado. “Aonde estás?» perguntava. «Estou a chegar a casa», respondeu. A seguinte mensagem demorou apenas uns segundos a chegar. «Manda-me uma fotografia tua». Marco sorriu. Apesar de ainda estar dentro do elevador, decidiu tirar uma fotografia a si mesmo. Confirmou se estava aceitável. Parecia estar bem. Mandou-a à desconhecida. «Quando entrares em casa, avisa-me.». Marco não percebia aquele pedido, mas estava a gostar daquela conversa. Sentia-se entusiasmado e, fazia mil filmes, na sua cabeça, com o que poderia acontecer.
O elevador parou no seu andar. Saiu do elevador e percorreu a meia dúzia de passos que o separavam da porta do seu apartamento. Tirou as chaves do bolso das calças e abriu a porta. Pousou a sua pasta castanha de pele no pequeno móvel de entrada. Despiu o casaco e pendurou-o.
- Querida, estou em casa! - disse Marco em voz alta. Depois parou e pensou durante um breve instante. Ficou sem perceber porque tinha dito aquilo. Ele não tinha o hábito de avisar quando chegava a casa. Mesmo que a Filipa já estivesse em casa.
Avançou até à sala, de telemóvel na mão. Escrevia outra mensagem. «Já estou em casa. Vou-me deitar no sofá.». Carregou para mandar a mensagem. Atirou-se para cima do sofá. Estava excitado. Queria ver até onde chegava a desconhecida.
Ela mandou-lhe outra mensagem, «Despe-te e manda-me uma fotografia.». O jogo aquecia. A desconhecida revelava ser uma mulher atrevida. E isso excitava-o! Há muito tempo que não se sentia assim. E estava a gostar!
Tirou a gravata e depois a camisa. Depois descalçou-se e tirou as calças. Pensou numa pose provocadora. Não lhe ocorria nada. Não estava habituado a estas coisas. Finalmente decidiu-se. Deitou-se no sofá e tirou uma fotografia. Sentia-se envergonhado e por isso não se despiu por completo. Segundos depois, a fotografia seguiu para a desconhecida. E ela respondeu-lhe mandando outra fotografia ainda mais ousada. Marco já não sabia o que pensar. Nem o que fazer. Aquela desconhecida estava a dar-lhe a volta. Apetecia-lhe sair porta fora e ir à sua procura. Chegou outra fotografia. E outra, passados poucos segundos. Marco estava a ficar louco de prazer por aquela desconhecida.
Marco resolveu ser mais atrevido. Escreveu-lhe «Não te queres despir para mim?».
A desconhecida respondeu-lhe uns minutos depois. «Quero que me dispas muito devagarinho e que faças amor comigo toda a noite!».
Marco estava louco. E possuído pelo desejo. Escreveu-lhe «Aceito! Posso ligar-te?».
De repente, abre-se uma porta. Marco já não teve tempo de reagir e ficou pasmado ao ver a Filipa a chegar à sala. Vinha com um telemóvel na mão e vestia uma lingerie super atrevida.
Copyright © 2012 Pedro Toscano
Fotografia de Jeanloup Sieff
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