Embora ela não o quisesse reconhecer, Susana era uma mulher linda. Daquelas que enfeitiça um homem para sempre.
Quando a conheceu pela primeira vez, algo nela lhe chamou à atenção. Ele não sabia muito bem o quê... mas algo o cativou. Ela passou de ser uma desconhecida a estar presente nos seus sonhos. E nos seus pensamentos. Fosse dia, fosse noite.
Quando a conheceu pela primeira vez, algo nela lhe chamou à atenção. Ele não sabia muito bem o quê... mas algo o cativou. Ela passou de ser uma desconhecida a estar presente nos seus sonhos. E nos seus pensamentos. Fosse dia, fosse noite.
Muitas vezes acordava sem vontade de ir trabalhar. Ou sem vontade de sair da cama. Mas no instante em que pensava nela, tudo mudava. No trabalho, quando alguma coisa não estava a correr bem, pensava nela.
Estava apaixonado. Não havia a mínima dúvida. Até os colegas de trabalho já tinham notado. Ele dizia que não mas sabia que era verdade. Aquela sensação era forte. Muito forte!
Entre conversas inocentes e sorrisos, o sentimento foi aumentando. Ela apercebeu-se que ele sentia algo por ela. Ele sentia que ela também sentia algo por ele. Mas nenhum dos dois tinha coragem para dar o primeiro passo. Ele queria mas faltava-lhe a coragem. Ela talvez quisesse mas não o fazia. E quando o encontro terminava, voltava a luta contra o relógio. Desejava que chegasse a noite. Para poder sonhar com ela. E que a noite passasse devagar. Muito devagar. Para o sonho nunca terminar. E que a manhã passasse a correr. Para a ver pela tarde.
Era costume encontrarem-se junto à máquina do café por volta das 16:45. A essa hora já ninguém tinha vontade de ir beber café. Já todos olhavam para o relógio. Contavam os minutos que faltavam para sair do trabalho. Mas ele não tinha pressa. E ela parecia não importa-se com o horário de saída. Ultimamente ficava mais algum tempo para além do horário.
Ela estava à entrada da pequena sala onde estava a máquina de café. Quando o viu ao fundo do corredor, sorriu. Olhou para o relógio. Pontual como sempre. Ele, quando a viu, abrandou o passo. Já não valia a pena correr.
À medida que se aproximava, o seu coração batia cada vez mais forte. Desde aquele instante, todos as preocupações deixaram de existir. Ela estava cada mais perto. Já sentia o cheiro do seu perfume.
“Olá!”, disse-lhe ela.
“Olá!, respondeu ele olhando em redor. Não havia ninguém.
“Já tinha saudades tuas.”, disse ela.
O seu coração disparou. Batia cada vez mais depressa. Olhou-a profundamente nos olhos e abraçou-a. Colocou-lhe uma das mãos nas costas e a outra um pouco mais abaixo do pescoço. Lentamente aproximou os seus lábios aos lábios dela. As duas bocas estavam quase a ponta de tocar-se ….
Ela dá-lhe um pequeno empurrão e, em seguida, um estalo. Ele ficou imóvel. Olhava-a sem perceber o motivo de tudo aquilo. Ela deu meia volta e desapareceu da sala.
Ele sabia que arriscava muito ao dar-lhe aquele beijo. Mas tinha que tentar. Além disso ela nunca teve nenhuma reacção hostil a todas as suas abordagens.
E tinha acabado de dizer que sentia saudades dele ...
Copyright © 2013 Pedro Toscano
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